segunda-feira, 28 de setembro de 2015



                              
                                                    Richard G Rodrigues




Boa galera, está bem, estou bem cansado, pois aqui existe muitas ladeiras e morros, mas estou bem. Meus pés doem um pouco, mas nada que não possa suportar, o salvador suportou muitas coisas e eu sei que posso suportar uma dor no pé. Essa semana foi muito especial, mas ao mesmo tempo muito difícil, ensinamos poucas pessoas e encontramos poucas. Essa semana fomos convidados para uma noite familiar (bota-fora) de 2 membros aqui da ala, que vão sair para o C.T.M dia 14, a Fernanda (Curitiba-Sul) e Natanael (Brasília). Foi lá que percebi o quanto eles vão deixar saudades. Eles se tornaram meus irmãos, foram às primeiras pessoas que tive contato e comecei a brincar. Essa semana não teve nada de especial, vou escrever poucas coisas, pois essa é minha primeira carta aqui no blog e ainda não sei muito bem o que escrever. Escreverei as coisas mais importantes. Semana passada, levamos um pesquisador no templo aqui de SP e foi à experiência mais marcante da minha vida, pois o ensinamos dentro do templo (Sala de Espera) e ele realmente sentiu que ali é a casa do senhor e disse que iria se preparar pra ser batizado por quem tem autoridade. Esse pesquisador é pai desse rapaz que fomos para o bota-fora, ele é o único da família que é membro e essa semana vamos acompanhar esse rapaz ao templo, pra fazer as ordenanças. Estou bastante feliz por ele. Bom galera, minha semana não foi essas coisas, mas não se preocupem que vai ter muitas coisas aqui no blog pra vocês verem e se informarem sobre minhas transferências e experiências e tal.. Sei realmente que é difícil, não tenho minha família comigo, não tenho minha noiva perto de mim, mas sei de uma coisa: O senhor prometeu cuidar e proteger eles. E isso me motiva todos os dias a servir ao senhor e trabalhar diligentemente. A missão é o melhor lugar onde um rapaz ou moça deve está, aqui realmente passo por coisas que jamais imaginaria passar, o amor pelas pessoas que nem conheço só aumenta e o amor pelo nosso salvador também. Bom galera, xauzim e até a próxima. fuiii.
                         


                        

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

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Olá pessoal bem-vindo ao blog do Elder Rodrigues este blog foi construído para que seus amigos possam visualizar sua fotos e mensagens assim como postar comentários pois a pedido do mesmo ira facilitar muito. por ser muitos e-mails a responder nas segundas-feiras, será mas prático acompanharem por este blog. 


Élder Richard G. Rodrigues

Élder Richard G. Scott



(1928–2015)

Dar o Máximo de Si à Obra do Senhor



O Élder Richard G. Scott, que serviu como membro do Quórum dos Doze Apóstolos desde 1988, faleceu em 22 de setembro de 2015. Foi precedido na morte por sua esposa Jeanene, que faleceu em 1995, e dois de seus filhos. Ele e a esposa tiveram 7 filhos, 17 netos e 10 bisnetos.
Élder Richard G. Scott


O Élder Scott nasceu em Pocatello, Idaho, EUA, em 7 de novembro de 1928. Seus pais, Kenneth e Mary, eram reconhecidamente pessoas de bons princípios e integridade.
Quando Richard tinha cinco anos, a família se mudou para Washington D.C., onde o pai trabalhou para o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sob a direção do Élder Ezra Taft Benson, do Quórum dos Doze Apóstolos, que servia como secretário da agricultura.
Na época, Kenneth não era membro da Igreja, e Mary era menos ativa. (Kenneth mais tarde se filiou à Igreja, e ele e a esposa se tornaram membros ativos, servindo por muitos anos no Templo de Washington D.C.) Richard ia ocasionalmente à Igreja, com o incentivo de amigos, do bispo e dos mestres familiares.
A família Scott (da esquerda para a direita): Gerald, Wayne, Mary, Walter, Kenneth, Mitchel e Richard.
Ele era um rapaz muito sociável. No ensino médio, foi eleito presidente de classe, tocava clarinete na banda e era líder da fanfarra. Embora se saísse bem na escola e tivesse muitos amigos, sentia-se solitário e tinha falta de confiança em si mesmo. Mas tarde, quando missionário, ele percebeu que “aqueles sentimentos não precisavam ter feito parte de minha vida se eu houvesse realmente entendido o evangelho”.2
Nos verões, nas férias escolares, Richard teve vários empregos para juntar dinheiro para pagar a faculdade. Certo verão, trabalhou num barco de pesca de ostras ao largo da costa de Long Island, Nova York. Em outro verão, viajou para Utah para trabalhar no serviço florestal, cortando árvores. Também consertou vagões de trem. Em outro verão, pediu emprego na empresa de parques de Utah, embora lhe tivessem dito que não havia vagas. Ofereceu-se para lavar pratos por duas semanas, sem remuneração. Disse ao contratador: “Se não gostarem do meu trabalho, não precisam me pagar”. Pelo menos assim teria um lugar para ficar e comer, imaginou. Foi contratado após demonstrar iniciativa para ajudar na cozinha e também lavar pratos.3
Depois de formar-se na Universidade George Washington, diplomando-se em engenharia mecânica, Richard serviu missão no Uruguai.
Depois do ensino médio, o Élder Scott foi estudar na Universidade George Washington, formando-se em engenharia mecânica. Também tocava saxofone e clarineta numa banda de jazz.

Pensando na Missão

Aos 22 anos, não tinha pensado muito em servir missão. Mas começou a pensar nisso depois que a moça com quem saía, Jeanene Watkins, lhe disse: “Quando eu me casar, será no templo, com um ex-missionário”.4 Ele começou a orar sobre a possibilidade de servir uma missão e conversou com seu bispo a esse respeito. Foi chamado para servir no Uruguai, de 1950 a 1953.
Jeanene estudou dança moderna e sociologia na Universidade George Washington. Formou-se em 1951 e depois serviu missão no nordeste dos Estados Unidos. Duas semanas após o Élder Scott retornar da missão, ele e Jeanene foram selados no Templo de Manti Utah, em julho de 1953. A respeito desse selamento, ele comentou: “Não consigo descrever a paz e a serenidade que advêm da certeza de que, se eu continuar a viver dignamente, poderei estar para sempre com minha amada Jeanene e nossos filhos, graças àquela ordenança sagrada realizada com a devida autoridade do sacerdócio, na casa do Senhor”.5
Richard G. Scott casou-se com Jeanene Watkins em 16 de julho de 1953.
Muitas vezes na vida, o Élder Scott tomou decisões justas a despeito da oposição e da pressão dos colegas. Foi o que aconteceu ao aceitar o chamado para servir missão. Ele relembrou: “Os professores e amigos tentaram dissuadir-me de aceitar o chamado para a missão, dizendo que isso arruinaria uma carreira promissora na engenharia. Mas pouco depois da minha missão, fui selecionado para o programa naval nuclear que estava sendo iniciado. (…) Numa reunião que fui designado a dirigir, descobri que um dos professores que me aconselharam a não ir para a missão ocupava um cargo bem menos significativo no programa do que o meu. Aquele foi um vigoroso testemunho para mim de como o Senhor me abençoou quando coloquei minhas prioridades em ordem”.6
Cerca de cinco anos depois de casados, o Élder Scott e a esposa passaram pelo que ele descreveu como “uma experiência de crescimento” — uma difícil provação que terminou sendo uma bênção na vida de sua família. Na época, eles tinham uma filha e um filho, de três e dois anos de idade. A irmã Scott estava grávida de uma menina. Infelizmente, o bebê faleceu ao nascer. Em seguida, apenas duas semanas depois, seu filho de dois anos, Richard, faleceu após uma cirurgia para corrigir um defeito cardíaco congênito. O Élder Scott contou:
“Meu pai, que não era membro da Igreja na época, amava muito o pequeno Richard. Ele disse à minha mãe inativa: ‘Não entendo como o Richard e a Jeanene parecem conseguir aceitar a perda desses filhos’.
Minha mãe, movida por inspiração, disse: ‘Kenneth, eles foram selados no templo. Eles sabem que seus filhos estarão com eles na eternidade, se viverem em retidão. Mas você e eu não teremos nossos cinco filhos porque não fizemos esses convênios’.
Meu pai ponderou aquelas palavras. Começou a reunir-se com os missionários de estaca, e logo foi batizado. Pouco mais de um ano depois, meu pai, minha mãe e os filhos fomos selados no templo”.7
O Élder Scott e a esposa adotaram posteriormente mais quatro filhos.

Outra Missão

Trabalhando no programa naval em Oak Ridge, Tennessee, o Élder Scott concluiu o equivalente a um doutorado em engenharia nuclear. Como o campo era altamente secreto, não lhe pôde ser concedido um diploma. O oficial naval que havia convidado o jovem Richard Scott e participar do programa nuclear era Hyman Rickover, um pioneiro nesse campo. Trabalharam juntos por 12 anos — até o Élder Scott ser chamado para servir como presidente da missão na Argentina, em 1965. O Élder Scott explicou como recebeu o chamado:
“Eu estava reunido, certa noite, com os responsáveis pelo desenvolvimento de uma parte essencial do reator nuclear. Minha secretária entrou e disse: ‘Há um homem ao telefone que disse que assim que eu lhe dissesse o nome dele, você atenderia o telefonema’.
Perguntei: ‘Qual é o nome dele?’
Ela disse: ‘Harold B. Lee’.
Eu disse: ‘Ele está certo’. Atendi o telefonema. O Élder Lee, que mais tarde se tornou Presidente da Igreja, perguntou se poderia encontrar-se comigo naquela mesma noite. Ele estava na Cidade de Nova York, e eu estava em Washington D.C. Tomei um avião para ir encontrar-me com ele, e tivemos uma entrevista que me conduziu a meu chamado como presidente de missão”.
Foto de família tirada antes do chamado do Élder Scott para servir como presidente da Missão Argentina Córdoba. (Da esquerda para a direita) Mary Lee (11 anos), Jeanene, Linda (2 anos), Richard e Kenneth (3 anos).
O Élder Scott então sentiu que devia informar o almirante Rickover, um homem muito trabalhador e exigente, sobre seu chamado.
“Ao explicar-lhe meu chamado e dizer-lhe que isso significaria meu pedido de demissão do emprego, ele ficou muito irritado. Disse algumas coisas que não posso repetir, quebrou a bandeja de papéis de sua escrivaninha e deixou dois pontos bem claros com suas palavras:
‘Scott, o que você está fazendo neste programa de defesa é tão vital que levaremos um ano para encontrar alguém para substituí-lo. Por isso você não pode ir. Em segundo lugar, se você for, será um traidor de seu país’.
Eu disse: ‘Posso treinar meu substituto nos próximos dois meses que me restam, e não haverá risco algum para o país’.
Não havia mais nada para conversar, então ele disse: ‘Nunca mais falarei com você. Não quero vê-lo de novo. Você está acabado, não apenas aqui, mas nunca mais tenha quaisquer pretensões de trabalhar novamente num serviço nuclear’.
Respondi: ‘Almirante, o senhor pode proibir-me de entrar no escritório, mas a menos que me impeça, vou passar este trabalho para outra pessoa’”.
Cumprindo sua promessa, o almirante deixou de falar com o Élder Scott. Quando alguma decisão vital precisava ser tomada, ele enviava um mensageiro. Ele designou uma pessoa para assumir o cargo do Élder Scott, que treinou essa pessoa.
No seu último dia no escritório, o Élder Scott solicitou uma entrevista com o almirante. A secretária ficou chocada. O Élder Scott entrou no escritório com um Livro de Mórmon. Ele explicou o que aconteceu em seguida:
Ele olhou para mim e disse: ‘Sente-se, Scott, o que acontece com você? Tentei de todas as maneiras forçá-lo a mudar de ideia. O que é que você tem?’ Então, tivemos uma conversa muito tranquila e interessante. Ele me ouviu muito mais dessa vez.
O almirante disse que leria o Livro de Mórmon. Então, aconteceu algo que eu jamais imaginaria que pudesse ocorrer. Ele acrescentou: ‘Quando você voltar de sua missão, quero que ligue para mim. Terei um emprego para você’”.8
O Élder Scott compartilhou uma lição que aprendeu com isso e em muitas ocasiões nas quais escolheu o certo apesar da oposição: “Vocês terão desafios e decisões difíceis para tomar no decorrer da vida. Tomem agora a resolução de sempre fazer o que é certo e simplesmente esperem as consequências, que sempre serão para o seu bem. Vocês aprenderão que assim será mais fácil fazer o que é certo e realizar as coisas difíceis”.9
Como presidente de missão, ele foi compassivo e eficiente. Um de seus missionários, Wayne Gardner, lembra-se de ter feito preparativos para uma conferência missionária que seria realizada num local distante da casa da missão, tendo a responsabilidade de pegar o Presidente Scott no aeroporto. No último minuto, o prédio que o Élder Gardner havia reservado para a conferência se tornou indisponível. Então, ele e seu companheiro chegaram atrasados ao aeroporto para pegar o Presidente Scott. Para piorar as coisas, esqueceram de pedir ao motorista de táxi que esperasse, e não havia outros táxis, de modo que ficaram retidos.
“Apesar de poder perceber a frustração em seu olhar”, relembra o Élder Gardner, “ele passou os braços sobre meus ombros e disse-me que me amava. Mostrou-se muito paciente e compreensivo. Espero nunca esquecer-me dessa lição”.10
O Presidente Scott segura um Livro de Mórmon, na Bolívia.
O Presidente Scott confiava no Livro de Mórmon como fonte de inspiração para si mesmo e para os missionários. Em certa ocasião, um missionário o procurou em seu escritório com um problema. O Élder Scott relembrou:
“Enquanto ele falava, comecei a formular na mente alguns comentários específicos para ajudá-lo a solucionar sua dificuldade. Quando ele concluiu, eu disse: ‘Sei exatamente como ajudá-lo’. Ele me olhou com grande expectativa, então de repente me deu um branco na mente. Não me lembrava de nada que havia preparado para dizer-lhe.
Ansioso, comecei a folhear o Livro de Mórmon que tinha na mão, até que minha atenção se voltou para uma escritura muito significativa, que eu li para ele. Isso aconteceu três vezes. Cada escritura se aplicava perfeitamente à situação dele. Então, como se uma cortina houvesse sido erguida em minha mente, lembrei o conselho que havia planejado lhe dar. O conselho passara a ter um significado muito maior, porque se baseava num alicerce de valiosas escrituras. Quando terminei, ele disse: ‘Sei que o conselho que me deu foi inspirado porque o senhor repetiu exatamente as três escrituras que me foram dadas quando fui designado como missionário’”.11

Serviço Contínuo em Casa e no Exterior

Quando o casal Scott terminou sua missão na Argentina e retornou para Washington D.C., o Élder Scott continuou a trabalhar na área de engenharia nuclear. Alguns dos colegas com quem ele tinha trabalhado antes de sua missão o convidaram a fazer parte da empresa de consultoria deles. Ele trabalhou com essa empresa de 1969 a 1977. Na Igreja, ele serviu como conselheiro na presidência de uma estaca e, mais tarde, como representante regional.
O Élder Richard G. Scott e seu filho Ken examinam uma peça de equipamento usada em reator nuclear, perto da casa deles, em Washington D.C., em 1977. Fotografia: cortesia do jornal Deseret News.
Em 1977, oito anos depois de ser desobrigado como presidente de missão, o Élder Scott foi chamado para o Primeiro Quórum dos Setenta. Suas primeiras designações incluíram a de servir como diretor administrativo do Departamento do Sacerdócio e depois, como administrador executivo no México e na América Central. Ele e a família moraram na Cidade do México durante três anos dessa designação. Os membros da América Latina tiveram grande apreço por seu estilo caloroso de liderança, sua fluência no espanhol e seu sincero amor pelas pessoas.
O Élder Richard G. Scott preside quando a estaca Tecalco México foi criada, em 25 de junho de 1989, em Chalco, México. Fotografia: cortesia do jornal Deseret News.
Mesmo como Autoridade Geral, era humilde o suficiente para aprender com os professores e líderes locais. Ele relembrou a ocasião em que recebeu revelação, ao participar de uma reunião do sacerdócio num ramo da Cidade do México:
“Lembro-me claramente de como o humilde líder do sacerdócio, um mexicano, esforçava- se para comunicar as verdades do evangelho contidas na lição. Observei o desejo intenso que ele tinha de compartilhar com os membros de seu quórum aqueles princípios que ele valorizava tanto. Ele reconhecia que eram de grande valia para os irmãos presentes. Em seus modos havia uma evidência do puro amor do Salvador e do amor por aqueles a quem ensinava.
Sua sinceridade, pureza de propósito e amor permitiram que uma força espiritual envolvesse a classe. Fiquei profundamente comovido. Logo comecei a receber impressões pessoais como extensão dos princípios ensinados por aquele humilde instrutor. Era inspiração pessoal, relacionada a minhas responsabilidades na área. Era a resposta por meus esforços prolongados, em espírito de oração, para aprender.
À medida que cada impressão chegava, eu as anotava fielmente. Nesse processo, recebi verdades preciosas das quais eu muito necessitava para ser um servo mais eficaz do Senhor”.12
Depois de voltar do México, ele recebeu outra designação à qual muito valorizava: trabalhar com a história da família. Serviu como diretor administrativo do Departamento de História da Família e, após ser chamado para a Presidência do Primeiro Quórum dos Setenta, tornou-se Diretor Executivo do departamento. Como o pai do Élder Scott era converso, havia muita pesquisa a fazer na linhagem familiar, e o Élder Scott e sua esposa, juntamente com os pais dele, dedicaram muito tempo à pesquisa de sua história da família.
Em meados da década de 1980, a tecnologia começou a ter um papel mais importante no trabalho de história da família, porém “mesmo com a ajuda de computadores, sempre há e sempre haverá a necessidade do envolvimento individual nessa obra”, disse o Élder Scott, “de modo que os membros da Igreja terão as grandes experiências espirituais que acompanham essa obra e sentirão o espírito dela”.13
Em 1988, ele recebeu um grandioso chamado. Reuniu-se com o Presidente Ezra Taft Benson (1899–1994), que “com ternura e amor, e grande compreensão” chamou o Élder Scott para se tornar um apóstolo do Senhor. “Não pude deixar de chorar”, disse o Élder Scott a respeito dessa experiência. “Então o Presidente Benson, com muita bondade, falou de seu próprio chamado para dar-me confiança. Testemunhou-me sobre como meu chamado havia chegado. Sempre me lembrarei dessa consideração e compreensão por parte do profeta do Senhor”.14 O Élder Scott foi apoiado na conferência geral, dois dias depois, em 1º de outubro.
A aceitação desse chamado, como os muitos outros que ele aceitou ao longo da vida, foi sua maneira de cumprir um convênio feito muitos anos antes: “Quando eu era bem jovem”, disse ele, “fiz convênio com o Senhor de que daria o máximo de mim para Sua obra. Repeti esse convênio ao longo dos anos”.15

Casamento

O Élder Scott e sua esposa Jeanene desfrutavam muitas atividades conjuntas, como observação de pássaros, pintura (ele pintava aquarelas, ela fazia pintura a pastel) e ouvir jazz e música folclórica sul-americana.
Um dos hobbies do Élder Richard G. Scott era pintura em aquarela.
Todos os que ouviram os discursos do Élder Scott na conferência geral sabem de seu amor por Jeanene. Ele falava dela com frequência, mesmo depois que ela faleceu. Em seu primeiro discurso de conferência geral, como membro do Primeiro Quórum dos Setenta, em 1977, o Élder Scott prestou tributo a sua esposa, “amada esposa e companheira. (…) Jeanene sempre foi um exemplo de puro testemunho, amor e devoção; ela é um baluarte de energia para mim”.16
Mais recentemente, num inspirador discurso de conferência sobre o casamento, ele relembrou as muitas expressões de amor que ele e Jeanene compartilhavam para fortalecer seu casamento. Ele concluiu, dizendo:
“Por favor, perdoem-me por falar de minha preciosa esposa, Jeanene, mas somos uma família eterna. Ela estava sempre alegre e feliz, e muito disso resultava do serviço que prestava às pessoas. Mesmo quando estava bem enferma, em sua oração da manhã, ela pedia ao Pai Celestial que a conduzisse a alguém a quem ela pudesse ajudar. (…)
Sei o que é amar uma filha do Pai Celestial que, que com graça e devoção viveu o pleno esplendor de sua digna feminilidade. Estou confiante de que quando, em nosso futuro, eu a encontrar de novo além do véu, vamos reconhecer que nosso amor se tornou ainda mais profundo. Vamos ter ainda mais afeto um pelo outro, depois de passar esse tempo separados pelo véu”.17
Agora eles estão reunidos.
Jeanene e Richard Scott em frente de sua pintura das Cataratas do Iguaçu. O Élder Scott sempre falava carinhosamente da esposa, mesmo depois que ela faleceu em 1995.

Ensinamentos Selecionados

Os discursos de conferência geral do Élder Scott se caracterizavam pelo sincero desejo de ajudar as pessoas que enfrentavam problemas difíceis: dúvida, depressão, pecado, maus-tratos ou abuso e outras formas de adversidade. “Trago uma mensagem de esperança para aqueles que anseiam pelo alívio dos fardos pesados”, disse ele na conferência geral de abril de 1994. Ele então ensinou aos membros da Igreja como buscar alívio exercendo fé em Jesus Cristo (ver “Ser Curado”, A Liahona, julho de 1994, p. 7).
Os ensinamentos a seguir são uma amostra da amplitude de tópicos que ele ensinou ao longo dos anos:
Perdão: “Você não pode apagar o que foi feito, mas pode perdoar (ver D&C 64:10). O perdão cura feridas terríveis e trágicas, pois permite que o amor de Deus limpe seu coração e sua mente do veneno do ódio. Ele limpa a sua consciência do desejo de vingança. Abre espaço para o amor do Senhor, que purifica, cura e restaura”. (“Curar as Cicatrizes Trágicas do Abuso”, A Liahona, julho de 1992, p. 33).
Fé e caráter: “Seu exercício da fé em princípios verdadeiros edifica o caráter. Um caráter fortalecido aumenta sua capacidade de exercer mais fé. (…) Um forte caráter moral resulta de uma série constante de escolhas corretas nas provações e nos testes da vida. Essas escolhas são feitas com confiança em nossas crenças e que são confirmadas, quando agimos de acordo com elas” (“O Poder Transformador da Fé e do Caráter”, A Liahona, novembro de 2010, p. 43).
Os discursos de conferência geral do Élder Scott se caracterizavam pelo sincero desejo de ajudar as pessoas que enfrentavam problemas difíceis.
Arbítrio, e certo e errado: “Nosso Pai Eterno definiu a verdade e estabeleceu o que é certo e o que é errado antes da criação desta Terra. Fixou também as consequências da obediência e da desobediência a essas verdades. Defendeu o direito de escolhermos nosso caminho na vida, para que crescêssemos, nos desenvolvêssemos e fôssemos felizes; mas não temos o direito de escolher as consequências de nossas ações” (“Como Consertar uma Vida Danificada”, A Liahona, janeiro de 1993, p. 66).
Oração: “Ele é nosso Pai perfeito. Ele nos ama além de nossa capacidade de compreender. Ele sabe o que é melhor para nós. Ele vê o fim desde o princípio. Ele quer que ajamos e ganhemos a experiência que nos é necessária.
“Quando Ele responde sim, é para dar-nos confiança.
Quando responde não, é para evitar que erremos.
Quando não responde, é para que nos desenvolvamos por meio da fé Nele, da obediência a Seus mandamentos e da disposição para agir de acordo com a verdade.” (“Como Reconhecer Respostas à Oração”, A Liahona, janeiro de 1990, p. 35).
Testemunho de Jesus Cristo: O Salvador ama cada um de nós e possibilitará a satisfação de todas as nossas necessidades se nos qualificarmos, por meio de nossa obediência, para todas as bênçãos que Ele deseja que tenhamos nesta Terra. Eu O amo e adoro. Como Seu servo autorizado, presto solene testemunho, com todas as fibras de meu ser, de que Ele vive”. (“Ele Vive! Glorificado Seja Seu Nome!” A Liahona, maio de 2010, p. 78).

Notas

  1. Richard G. Scott, “Ele Vive”, A Liahona, janeiro de 2000, p. 108
  2. Em Marvin K. Gardner, “Élder Richard G. Scott: ‘O Verdadeiro Poder Provém do Senhor’”, A Liahona, fevereiro de 1990, p. 18
  3. Em Marvin K. Gardner, “Élder Richard G. Scott: ‘O Verdadeiro Poder Provém do Senhor’”, A Liahona, fevereiro de 1990, p. 19
  4. Jeanene Watkins, em Marvin K. Gardner, “Élder Richard G. Scott: ‘O Verdadeiro Poder Provém do Senhor’”, A Liahona, fevereiro de 1990, p. 20
  5. Richard G. Scott, “As Bênçãos Eternas do Casamento”, A Liahona, maio de 2011, p. 94
  6. Em “Elder Richard G. Scott of the First Quorum of the Seventy” [Élder Richard G. Scott, do Primeiro Quórum dos Setenta], Ensign, maio de 1977, pp. 102–103
  7. Richard G. Scott, “Receber as Bênçãos do Templo”, A Liahona, julho de 1999, p. 31
  8. Richard G. Scott, “Tomar Decisões Difíceis”, A Liahona, junho de 2005, p. 8
  9. Richard G. Scott, “Faze o Bem”, A Liahona, março de 2001, p. 10
  10. Wayne L. Garner, em Marvin K. Gardner, “Élder Richard G. Scott: ‘O Verdadeiro Poder Provém do Senhor’”, A Liahona, fevereiro de 1990, p. 21
  11. Richard G. Scott, “The Power of the Book of Mormon in My Life” [O Poder do Livro de Mórmon em Minha Vida], Ensign, outubro de 1984, p. 9
  12. Richard G. Scott, “Receber Orientação Espiritual”, A Liahona, novembro de 2009, p. 7
  13. Em “Elder Richard G. Scott of the Quorum of the Twelve” [Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze], Ensign, novembro de 1988, p. 102
  14. Em “Elder Richard G. Scott of the Quorum of the Twelve” [Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze], Ensign, novembro de 1988, p. 101
  15. Em “Elder Richard G. Scott of the Quorum of the Twelve” [Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze], Ensign, novembro de 1988, p. 101
  16. Richard G. Scott, “Gratidão”, A Liahona, outubro de 1977, p. 70
  17. Richard G. Scott, “As Bênçãos Eternas do Casamento”, A Liahona, maio de 2011, p. 97

terça-feira, 22 de setembro de 2015

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Olá pessoal bem-vindo ao blog do Elder Rodrigues este blog foi construído para que seus amigos possam visualizar sua fotos e mensagens assim como postar comentários pois a pedido do mesmo ira facilitar muito. por ser muitos e-mails a responder nas segundas-feiras, será mas prático acompanharem por este blog. 

Senti o Poder da Expiação de Jesus Cristo Quando…



Jovens adultos compartilharam suas experiências ao aplicar a Expiação do Salvador.


No alto: ilustração fotográfica de Janae Bingham; embaixo à direita: ilustração fotográfica de Alexandre Borges

O Salvador Me Ajudou nos Bons e Maus Momentos

O dia de meu batismo foi como um sonho — eu estava muito feliz e ansiosa para começar a vida a partir de um novo início como uma pessoa perfeita. Contudo, logo briguei com meus irmãos poucas horas depois de ser batizada. Lembro-me do desânimo que senti por não demorar muito para estragar tudo depois de ser batizada e confirmada, mas também me lembro de que, quando me arrependi, senti-me completamente íntegra de novo. Assim aprendi desde muito jovem que a Expiação de Jesus Cristo proporciona o tão necessário alívio do pecado.
Ao continuar a crescer em meu entendimento do evangelho, aprendi que a Expiação não era apenas algo para ser usado quando eu pecava. A Expiação podia fazer parte de minha vida nos momentos de provação, de alegria, de tristeza e sucesso. Quando tive dificuldades para me sentir aceita pelos colegas, orei ao Pai Celestial e fui confortada em saber que o Salvador tinha sofrido com esses mesmos sentimentos. Quando eu me saía bem em algo, minha alegria era ampliada quando eu pensava no regozijo do Salvador, porque Ele havia vivenciado aquelas mesmas emoções.
Abby McKeon, Utah, EUA

Aprendi a Confiar no Senhor

Por muitos anos, senti-me sozinho e abandonado. Debatia-me com desejos iníquos que me levaram ao pecado, o que por fim me fez entrar num ciclo de culpa e vergonha. Felizmente, um bispo amoroso me ensinou a respeito do papel da Expiação do Salvador para cobrir fraquezas, dor e tristeza, assim como pecado. Meu bispo se alegrava quando eu progredia e me consolava quando eu tropeçava.
Aprendi que ter um conhecimento conceitual do Salvador não era suficiente — eu precisava orar ao Pai Celestial e me arrepender ativamente por meio da Expiação de Jesus Cristo. Ao fazer isso, passei a ser mais obediente aos mandamentos de Deus e estar mais próximo do Salvador.
Embora ainda lute contra a tentação, aprendi que posso realmente confiar plenamente em meu Salvador e em Sua Expiação. Enquanto eu estiver sobre a rocha do meu Salvador, minha fraqueza pode ser minha força. Posso dizer tal como Paulo: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (…) Porque quando estou fraco então sou forte” (II Coríntios 12:9–10).
Jacob H. Taylor, Idaho, EUA

Vivenciei uma Mudança no Coração

Quando cursava o Ensino Médio, meu coração estava bem longe do evangelho. No campo missionário, pouco a pouco aprendi o que era realmente uma missão e quis ter o poder e o progresso que ela poderia proporcionar em minha vida se eu fosse verdadeiramente digno. Por fim, a culpa e a tristeza das transgressões passadas se tornaram pesadas demais, e eu quis liberdade — quis ser limpo e um instrumento melhor nas mãos do Senhor. Depois de algumas conversas com meu presidente da missão, voltei para casa para ter um tempo para arrepender-me.
A volta para casa foi um dos momentos mais difíceis de minha vida. Comecei a ler as escrituras de modo diferente, realmente as entendendo e aplicando. Embora estivesse fazendo tudo “certo”, ainda sentia um grande fardo de culpa. Foi então que comecei a concentrar meu estudo em Cristo e em Sua Expiação, em como Ele poderia ser meu Salvador e em como Sua infinita Expiação poderia redimir minha alma. Certa noite, enquanto meditava sobre tudo que havia aprendido naqueles estudos fervorosos, senti o Espírito tocar-me o coração, curar-me a alma e consolar-me. Senti-me seguro e amado, e minha culpa se dissipou.
Assim que cheguei em casa, pensei que uma mudança no coração era tudo de que eu precisava para o processo de arrependimento. Agora sei que eu precisava de tempo para me arrepender — a mudança vem linha sobre linha, um pouco aqui e um pouco ali. É preciso um esforço prolongado para mudar nosso coração, nossos desejos e nossos hábitos para sermos mais semelhante a Cristo. Não podemos fazer uma mudança de 180 graus instantaneamente, mas, graças à Expiação, ela pode acontecer de modo completo.
Nome omitido, Geórgia, EUA

Aprendi a Perdoar

Houve uma época em minha vida em que eu estava tão emocionalmente abalada que isso afetava todos os outros aspectos de minha vida. Não conseguia me concentrar nas aulas ou nas lições de casa, meu relacionamento com minhas companheiras de apartamento era difícil e eu estava constantemente com vontade de chorar. Mais do que tudo, estava tendo dificuldade para perdoar à pessoa que havia causado aquela mágoa — e ainda mais zangada por estar tendo dificuldade para perdoar.
Por fim, decidi que havia me cansado de ficar triste e zangada. Não queria mais carregar aquele fardo. Supliquei ao Pai Celestial que me ajudasse a perdoar. Antes que me desse conta, a dor tornou-se suportável. Não desapareceu, mas eu conseguia suportá-la. Por meio disso, aprendi que a Expiação do Salvador não apenas permite que nos arrependamos, mas também nos ajuda a curar-nos. Quando me acheguei ao Pai Celestial com meu fardo, com humildade e com um coração sincero, Ele me ajudou a carregar a mágoa, a dor e a tristeza que eu levava comigo.
Dani Lauricella, Califórnia, EUA

Senti Esperança no Futuro

Quando meus pais se divorciaram, senti que toda a minha esperança de ter uma família eterna havia terminado. Foi um momento muito difícil de minha vida. Contudo, embora não me fosse fácil reconhecer, aquela provação trouxe bênçãos inesperadas para minha família. Uma delas foi que minha mãe foi batizada!
Também passei a conhecer melhor meu Salvador. Para superar minha tristeza, decidi visitar uma tia no Peru, onde conheci um novo amigo que me fortaleceu muito. Esse amigo e eu estudávamos muito as escrituras juntos e, numa ocasião especial, quando estávamos trocando ideias sobre tópicos do evangelho, senti muito forte o amor de meu Salvador por mim. O sentimento era como a voz de meu Salvador me dizendo: “Sempre estive com você. Simplesmente você não percebia”.
Agora sei que o Salvador quer nos ajudar e que sempre está conosco. Às vezes deixamos que nossa tristeza seja maior que nossa fé e achamos que Ele nos esqueceu, mas na verdade Sua Expiação sempre pode nos ajudar.
Liliane Soares Moreira, Bahia, Brasil

Sua Perfeita Expiação

Antes eu achava
Que havia um buraco
Na Expiação de Cristo —
Que Ele podia salvar todos —
Exceto eu.
Mas eu estava errada.
Não há apenas um buraco,
Mas sete.
Dois buracos em
Suas mãos
Pelos quais eles O pregaram
A uma cruz
Em favor daqueles
Pelos quais Ele morreria
Para salvá-los.
Dois buracos em
Seus punhos
Por meio dos quais eles garantiram
Que o peso de Seu corpo
Não faria com que
Suas mãos
Se dilacerassem
Antes que Sua pena
Estivesse cumprida.
Dois buracos em
Seus pés
Sobre os quais Ele foi
Uma testemunha para todos
Do amor inabalável de Deus
Por todos
Os Seus filhos.
E um buraco em
Seu lado
Pelo qual eles O transpassaram
Para provar que Sua obra
Estava concluída.
Sete.
Perfeição.
Sete perfeitos buracos
No único
Homem Perfeito da Terra.
A perfeita Expiação
Para reparar os buracos de nossa vida.
Seus buracos nos tornam
Inteiros.
Eu estava errada.
Existe uma
Parte
Da Expiação de Cristo
Para mim
Afinal de contas.
Kasey Hammer, Utah, EUA

Encontrei Consolo em Sua Ressurreição

Quando eu tinha 23 anos, minha avó morreu. Embora ela tivesse tido uma boa vida, era ainda relativamente jovem, e sua morte veio mais cedo do que o esperado. Eu sabia que muitos tinham perdido muito mais do que eu, e que minha avó estava em paz, mas senti muita dor por saber que jamais a veria novamente nesta vida.
Em meio a essa tristeza, porém, senti o Pai Celestial e o Salvador estenderem a mão para mim. Bondosas professoras visitantes e amigas trouxeram bilhetes gentis e doces, e uma querida vizinha veio até nossa casa com um livro que ela disse ter-se sentido inspirada a comprar para nós. O livro continha citações de apóstolos e profetas sobre o Plano de Salvação e sobre a realidade da vida após a morte.
Ao ler as palavras dos profetas em voz alta com minha irmã naquela noite, senti a mais doce paz descer sobre meu coração. Eu sabia que, graças à Expiação de Jesus Cristo, todos nós poderíamos ser limpos e capazes de habitar com Ele no mundo vindouro. Eu sabia que “ele efetua a ressurreição dos mortos” e que todas as coisas — e pessoas — seriam restauradas a seu devido lugar (Alma 40:3; ver também Alma 41:2). Eu sabia que, graças à Expiação, todos os membros de minha família, inclusive os que faleceram, podem estar juntos para sempre, e serei eternamente grata por isso.
Amanda Seeley, Utah, EUA